Serpa: faltam ovelhas para as necessidades das queijarias
A história de José Guilherme é comum entre os portugueses: um curso profissional de agroindústria numa escola profissional conduziu o jovem aluno à transformação de uma queijaria caseira numa pequena unidade industrial.

Menos comum no seu percurso foi o sucesso que preconizou: passados 16 anos, esta queijaria emprega 42 pessoas e produz 500 kgs de queijo por dia.
A procura de alimentos light e queijos aromatizados está a motivar o empresário José Guilherme no desenvolvimento de novos produtos.
A produção de queijos frescos light é uma tendência generalizada no mercado, que não acrescenta inovação mas garante o seu escoamento.
Menos conhecido, o Queijo de Cabra Curado com 3 ervas vem responder à procura de um segmento mais exigente com a adição de três ervas populares no Alentejo: poejo; alecrim; rosmaninho.
A internacionalização é o caminho natural para produtos portugueses face à pequena dimensão do mercado nacional.
Mas também aqui, a falta de associativismo entre outros produtores ameaça tornar esse processo mais lento que o desejável. E o empresário usa a analogia agrícola para explicar o processo: «estamos a semear nos mercados externos».
A maioria do queijo produzido recorre a leite de ovelhas Lacaune: uma raça francesa que permite a produção de queijo de elevada qualidade.
Os numeros são animadores. Há três anos consecutivos que a produção da Queijaria Guilherme cresce a 20% ao ano. Resultados que o empresário associa a um bom produto, uma boa marca e uma rede de distribuição consolidada.
Fonte: Permalink através da ANIL
Foto: Câmara de Serpa
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