Maior consciência sobre o consumo leva ao reforço dos sistemas de produção alternativos
A maior consciencialização, por parte do consumidor, dos alimentos que consome irá levar ao crescimento dos sistemas de produção alternativos, como os que privilegiam a produção local.

Esta é uma das conclusões de um relatório da União Europeia sobre as projeções para os mercados agrícolas europeus entre 2018 e 2030.
O estudo assinala, por exemplo, que o consumidor está mais consciente do seu consumo, do impacto do abastecimento e consequências no meio ambiente, aspetos que, para os produtores, traduzir-se-ão em maiores custos de produção, mas também numa «oportunidade para diferenciar os seus produtos, agregando valor ao mesmo tempo que reduzem o impacto climático».
Tudo isto irá refletir-se em sistemas de produção alternativos, como os que privilegiam a produção local, orgânica e outros produtos certificados que têm cada vez mais procura.
No caso do açúcar, por exemplo, as iniciativas relacionadas com a saúde e as preferências dos consumidores conduzirão a uma redução no seu consumo na União Europeia em 5%.
Nesse sentido, em 2030, espera-se que a produção de açúcar europeia alcance os 19,3 milhões de toneladas.
A procura mundial de azeite produzido na Europa irá, por seu turno, crescer 3,3% ao ano. Já os cereais deverão ver a sua produção continuar a crescer, para alcançar os 325 milhões de toneladas, em 2030.
Durante o período analisado, o aumento da população e dos rendimentos irá impulsionar um maior consumo de laticínios.
Em 2030, a União Europeia poderá abastecer 35% da procura mundial, com foco nos produtos de valor acrescentado, como os biológicos e com indicação geográfica, por exemplo.
A produção de leite na União Europeia deverá aumentar ligeiramente, a uma média de 0,8% ao ano.
Já mercado da carne continuará a ser afetado pela alteração nas preferências dos consumidores.
O consumo total na União Europeia cairá, passando de 69,2 quilogramas per capita para 68,6 quilogramas, em 2030.
Quanto ao sector do vinho, espera-se que a produção e o consumo total na União Europeia estabilizem. Antecipa-se uma ligeira redução no consumo de 26 litros per capita para 25,3 litros per capita.
Finalmente, nas frutas e legumes, a produção de maçã deverá estabilizar nos 12,4 milhões de toneladas, os pêssegos e nectarinas enfrentarão uma redução da área de produção e o tomate fresco deverá manter-se em estável.
Fonte: Grande Consumo
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