Nova legislação europeia de biotecnologia agrícola agrada setor alimentar

FOTO NICKBAR/ PIXABAY

João Guilherme Oliveira

O setor agroalimentar europeu reagiu de forma entusiástica à adoção do Regulamento das Novas Técnicas Genómicas (NTG) pela União Europeia. Em comunicado, uma coligação que junta 30 organizações do setor classificou a medida como um “marco histórico” para a agricultura, inovação e a segurança alimentar no continente.

O novo quadro legal resulta de oito anos de debates complexos entre o Parlamento Europeu, o Conselho da UE e a Comissão Europeia. Segundo os representantes do setor, o documento final garante uma abordagem “equilibrada e baseada na ciência”, oferecendo segurança jurídica e transparência a toda a cadeia de valor.

Resposta à crise climática

O grande objetivo desta legislação é permitir que os agricultores europeus passem a ter acesso a ferramentas de melhoramento de culturas que já são utilizadas noutras partes do mundo. Com a abertura às Novas Técnicas Genómicas, abre-se a porta ao desenvolvimento de variedade de plantas mais resilientes, capazes de responder aos desafios mais urgentes do setor.

Entre os principais benefícios apontados estão a maior resistência das culturas à seca e a temperaturas extremas decorrentes das alterações climáticas, o reforço da proteção natural contra pragas, doenças e ervas daninhas, e a otimização do uso de recursos essenciais como a água e os fertilizantes, promovendo a sustentabilidade a longo prazo.

A coligação deixou ainda um agradecimento público aos eurodeputados, representantes dos Estados-membros e funcionários da Comissão Europeia que trabalharam no dossier ao longo dos últimos oito anos. O foco do setor agora vira-se para o futuro, com as organizações a exigirem uma implementação “rápida e eficaz” das novas regras no terreno.

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