Indústria condena prazos apertados para acabar com os plásticos de utilização única
Segundo o Diário de Notícias, durante a Plastics Summit, que se realizou na Vista Alegre, em Ílhavo, vários empresários do setor queixaram-se dos prazos apertados para proceder às alterações.

No evento, organizado pela APIP (Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos), foi dado o exemplo de quem decidiu trocar os copos de plástico por copos de papel. Ao fazer tal por se pensar que a medida é benéfica, e ao fazê-lo sem a informação adequada, o problema está é a aumentar, visto que estes têm uma camada fina de plástico, o que impede que sejam reciclados.
«A diretiva SUP (sobre os plástico de uso único) vai ter implicações na organização de todas as indústrias transformadoras. O tempo é sempre um problema», afirmou Ana Maria Carneiro, responsável de Qualidade e Segurança Alimentar da Intraplás.
Gonçalo Lobo Xavier, diretor geral da APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição), defende que é necessário “sensibilizar” a população, visto que, o problema do plástico «surge de maus comportamentos, má educação e maus hábitos das pessoas».
Luís Garcia, responsável de sustentabilidade da Trivalor, considera que está a existir alguma «precipitação».
Maria Conceição Paiva, professora no departamento de Engenharia de Polímeros da UM (Universidade do Minho), considera existir em Portugal um «certo divórcio entre a decisão política e o conhecimento científico. Se continuarmos divorciados, corremos o risco de fazer alguns disparates».
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